Geovana Nascimento Santiago
Primeiro temos que diferenciar consumo de consumismo. No consumo, o ato de comprar está diretamente relacionado á necessidade ou a sobrevivência. Já quando se trata de consumismo, essa relação está rompida, ou seja, a pessoa não precisa daquilo que está adquirindo.
A explicação da compulsão pelo consumo talvez possa justificar em bases históricas. O mundo nunca mais foi o mesmo após a Revolução Industrial, que trouxe consigo agilidade no processo de fabricação e juntamente, o desenvolvimento baseado na economia liberal, nos levando assim, ao consumismo alienado de produtos industrializados. A sociedade cria uma cultura onde o importante é ter algo que o outro não tem, criando assim uma concorrência. O objetivo é criar num possível consumidor um descontentamento com aquilo que ele tem. Com isso, ele passará a consumir mais, porque nunca está satisfeito com o que tem, precisando cada vez mais de algo melhor.
Existe quase um consenso entre economistas em referir-se a esta crise econômica como uma “crise de crédito”. Os bancos e instituições financeiras passaram a emprestar dinheiro para que as pessoas pagassem suas dívidas, aí chega um ponto em que é preciso acabar com a “bola de neve”, antes que ela levasse o banco á falência. E assim do dia pra noite o crédito sumiu. Mas antes do crédito o que levou tanta gente a pedir tanto dinheiro emprestado? Simples; o consumismo. O Tênis de marca, a bolsa de grife, o celular mais moderno, o produto eletrônico recém-lançado.
É uma prestação aqui, uma mensalidade ali e, no fim do mês, a conta não fecha. Em poucas palavras, as famílias compravam o que precisavam mas também compravam coisas supérfluas, que poderiam ter esperado pra adquirir.
Referências:
http://epocanegocios.globo.com/
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